Pedro Henrique, prefiro que me chamem só de Pedro, "paulista", leonino. Alto, bonito e sensual, não sou nada disso mas sou carinhoso e sei fazer brigadeiro.

"Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você?"

- Martha Medeiros (via rockandsoda)

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Não sei  bem o porque, mas  hoje deitado na minha cama, esperando o sono  chegar, comecei a pensar na minha vida aos 6 anos (10 anos atrás). Sim, podia ter sido aos 7, 8, 9 e ate aos 10 anos, mas resolvi pensar aos 6, porque é o momento que você realmente começa a entrar na infância.

Aos 6 anos, bem, eu era feliz com pouco, bastava um boneco de ação e pronto. Aos 6 anos eu não ligava para meninas, muito menos queria amar alguma, apenas queria brincar e ser feliz.

Aos 6 anos eu não me importava com beleza, tanto fazia se eu era feio ou bonito, eu não queria um corpo sarada, um sorriso perfeito, um cabelo legal, nada disso, o que eu queria era apenas ser criança. Nem pensava em fazer faculdade, trabalhar, ganhar meu próprio dinheiro, a única coisa que passava pela minha cabeça era como ia ser o próximo episodio dos desenhos, aqueles que eu fazia questão de acordar cedo, ou dormir tarde, somente para não perder nenhuma parte.

Aos 6 anos, a mulher da minha vida era minha Mãe, bom, para sempre vai ser, mas naquela época, eu nem imaginava que ela ia dividir espaço no meu coração com outra garota, ou mulher. Aos 6 anos, eu não sabia direito o que era ciúme, raiva, tristeza e em alguns casos, nem amor. O único ciúme que eu conhecia era de alguns brinquedos, a única raiva era do vilão do desenho, e a única tristeza era quando ficava muito tempo longe dos meus pais. Sentia tudo isso, sem ao menos saber o nome desses sentimentos, ou o que significavam.

Aos 6 anos eu nem sequer podia imaginar que fosse me apaixonar por alguém um dia, e pior, que fosse sofrer e chorar por esse mesmo alguém.

É, aos 6 anos eu era feliz, feliz de verdade, como toda criança merece ser, não conhecia os perigos e as desilusões da vida. E quer saber? Nem pensava em conhecer.

Enfim, aos 6 anos eu era simplesmente, uma criança!

Pedro Henrique.

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